21.1.12

O que diz o Chinelo para a Barata:

- Ai se eu te pago, ai, ai se eu te pego...


E o que a Barata responde:

- Nossa, nossa assim você me mata...

 

(esta é a mais recente piada que recebi pelo telemóvel e já a recebi por duas vezes... esta canção está mesmo na moda!!!)

 

sinto-me:
link do postescrito por anid, às 13:47  opina à-vontade

20.1.12

 

Hoje de manhã tinha marcado no hospital público cá do sítio fazer colheita de análises e portanto lá fui eu.

 

Como estas fazem parte do meu processo da especialidade de Gastrenterologia (decorrente da Doença de Crohn como já tinha falado aqui), o pedido ficou lá no hospital aquando a minha consulta há mais de um mês, para as funcionárias da especialidade fazerem o devido encaminhamento. Ora, logo em sistema informático (supus eu!) ficou indicado o dia e a hora que eu devia comparecer e apenas escreveram isso na folha em que constava a data da próxima consulta que me tinha sido dada pela médica.

 

Ora, qual não é o meu espanto quando na sala de espera (funcionamento por senhas de forma rudimentar, pois a senha foi-me dada por um segurança e depois uma auxiliar foi chamar as pessoas presencialmente pelo número...) me pedem uma folha com a marcação. Expliquei à auxiliar exactamente aquilo que contei acima e como identificação minha entreguei-lhe de imediato um documento passado pela minha médica de gastro onde consta a minha isenção (funciona como cartão de utente), mas o que ela queria era o documento da minha consulta... ???

 

Antes de mais, achei muito curioso a forma como a senhora olhou para aquele documento que lhe entreguei, porque parecia que nunca tinha visto aquilo na vida dela (tinha a própria identificação do hospital) e nao o soube ler, pois supôs que o meu nome fosse imediatamente o primeiro onde dizia médico...

 

Adiante.

Como só lhe dei esse documento e a mulher já estava contrariada por atrapalhar a sua ordem de organização, respondeu-me: 'se não tem papel, então reze para que o seu processo esteja lá dentro'.

 

Mas o quê???? Em que país é que vivemos mesmo??? Pensei que o nosso sistema público já estivesse minimamente informatizado, mas pelos vistos não...

Esperem, ou está informatizado e estas auxiliares do século passado que não querem inovar, fingem que as coisas ainda funcionam como na década de 70 (ou outra qualquer...) e têm um gosto particular em dificultar as pessoas que vão lá... É que se não gostam de lá trabalhar, pelo menos dêem oportunidade a outro que queira...

 

É que o máximo que podia ter acontecido era eu ter-me enganado no dia da marcação, agora ela não aparecer marcada porque não lhe entreguei o talão da marcação quando não me deram???

 

Isto é mesmo um país de loucos!!!

 

 

sinto-me: deveras irritada!
link do postescrito por anid, às 16:33  opina à-vontade

18.1.12

Como muitos portugueses, passo mais tempo desempregada do que empregada e como tal regresso com alguma frequência aos sites de emprego e a outros sites.

 

É frustrante quando se procura ajuda para elaborar uma carta de apresentação de uma candidatura espontânea e quase todas elas começam:

 

'Terminei a minha licenciatura X no passado mês X. Assim sendo, é minha intenção... blá, blá, blá'

 

Será que quem escreve e disponibiliza estas cartas, não pensa que a actualidade nacional já não é a mesma? Muitos dos desempregados - e que têm licenciatura - já terminaram o curso há muito tempo (como eu) e está desempregada. Ora como começamos então a carta? E o que escrevemos quando simplesmente queremos uma oportunidade de emprego sem sermos esquisitos no cargo a desempenhar?

 

sinto-me:
link do postescrito por anid, às 14:16  opina à-vontade

17.1.12

Como muitos portugueses, não sou grande conhecedora do cinema feito cá em Portugal, mas quando vejo um consigo, acho eu, analisar a sua qualidade ou não.

Nos próximos dois meses aqui na cidade onde moro, todas as semanas irá ser transmitido um filme nacional. A semana anterior vi o 'Amália - o filme', esta semana foi a vez de 'O estranho caso de Angélica', de Manoel de Oliveira, o nosso realizador com mais de um século de existência.

Em 2010 o filme figurou entre os 25 melhores filmes do ano eleitos pela revista New Yorker, tendo ficado em 8º lugar, mas para o primeiro filme de Manoel de Oliveira que vi devo dizer que não fiquei com a melhor impressão.

 

A história até podia ser interessante e até tem alguns pontos a mencionar, mas no geral achei um filme medíocre, tendo reparado que as pessoas na sala bocejavam com o passar da película...

Bem, adiante. A fotografia do filme essa é excelente e a música também está bem inserida, mas é apenas isso. Não tenho nada mais a acrescentar de positivo, os diálogos são fracos (por vezes surreais tal como li aqui) e os actores não mostram qualquer entusiasmo nas suas participações. Muitas cenas podiam ter sido retiradas de um momento de uma peça de teatro, dando-lhe um vazio enorme na construção do filme. É muito parado, as cenas não parecem desenvolver-se e os planos filmados são parcos. Uma cena que achei hilariante de tão má que foi encenada foi uma das cenas do fim, em que a personagem Isaac empurra o médico e depois cai para o lado...

Enfim, dava ao filme uma nota negativa.

 

Sinopse: Uma noite, Isaac, jovem fotógrafo e hóspede da pensão de Dona Rosa na Régua, é chamado com urgência por uma família abastada, para tirar o último retrato da filha, Angélica, uma jovem mulher que morreu logo após o casamento. Na casa, em luto, Isaac descobre Angélica e fica estupefacto com a sua beleza. Quando encosta o olho à lente a jovem parece voltar à vida, só para ele. Isaac apaixona-se instantaneamente por ela. A partir desse instante, Angélica irá assombrá-lo dia e noite, até à exaustão (Fonte: Sapo).

sinto-me:
link do postescrito por anid, às 19:44  opina à-vontade

16.1.12

Há dias fui ver o filme 'Amália' de 2008, do realizador Carlos Coelho da Silva, com Sandra Barata Belo no principal papel.

Mesmo para quem não goste de fado como estilo de música, aconselho vivamente que vejam este filme, pois este é um retrato sobre a nossa diva do fado, sobre Amália enquanto filha, irmã, mulher e esposa.

 

As duas primeiras imagens do filme decorrem em duas décadas diferentes: a primeira em 1974, dias depois do Revolução, no Coliseu de Lisboa, e a outra dez anos depois, num hotel em Nova-Iorque em que Amália aguarda notícias sobre a evolução da sua doença. Com imagens intermitentes do quarto do hotel, o filme mostra-nos inicialmente uma Amália pequena com gosto pela cantoria, muitas vezes rejeitada especialmente pela mãe, mas adorada por duas das suas irmãs, Aninhas (que morre aos 16 anos) e Celeste, que a acompanhará em muitos dos momentos da sua vida, depois uma jovem e uma mulher adulta que ama o fado e que só faz aquilo que quer (há referências no filme sobre isto).

 

Na minha opinião, o filme consegue-nos fazer sentir uma grande admiração pela mulher que ela era, concordando ou não com determinadas atitudes que Amália tomou ao longo da sua vida. Algo que me impressionou e que foi muito vincado no filme, foi que Amália era 'perseguida' pela Morte, tendo-se tentado suicidar por diversas vezes ao longo da sua vida, uma das quais em 1984, no quarto de hotel em Nova Iorque.

 

O filme não deixa, mediante algumas opiniões, de ser uma versão romanceada da vida da cantora, sendo que os familiares de Amália tentaram impedir a realização do filme e a própria estreia através de uma providência cautelar, à qual o tribunal deu parecer negativo.

 

Podem visitar esta página: 'http://www.vidaslusofonas.pt/amalia_rodrigues.htm'

 

De 1954 a 1984, são trinta anos em busca de um equilíbrio que escapa, de um amor que lhe foge, ao contrário do sucesso artístico, que a vai projectando como

uma vedeta mundial. É esse o núcleo de "Amália", um filme onde se revelarão algumas das histórias secretas da fadista, ao mesmo tem

po que se reconstituem os mais memoráveis momentos da sua carreira artística. Viver não lhe chegava. Cantando, chegou a todos.

 

sinto-me:
música: Perfeito Coração, Amália Rodrigues
link do postescrito por anid, às 16:14  opina à-vontade

20.5.11
Um turco pediu dinheiro emprestado a um judeu. Acontece que o turco gabava-se de nunca ter pago uma dívida sequer. Por outro lado, o judeu nunca havia perdido nenhum centavo em negócio nenhum.
Passa o tempo e o turco enrolando e fugindo do judeu e este na captura do turco. Até que um dia eles cruzaram-se no bar de um africano começaram uma discussão. O turco encurralado não encontrou outra saída, pegou num revólver encostou a própria cabeça e disse:
- Eu posso ir para o inferno, mas não pago esta dívida!
E puxou o gatilho, caindo morto no chão.
O Judeu não quis deixar por menos, pegou o revólver do chão, encostou em sua própria cabeça e disse:
- Eu vou receber esta dívida, nem que seja no inferno!
E puxou o gatilho, caindo morto no chão
O preto, que observava tudo, pegou o revólver do chão, encostou-o a sua cabeça e disse:
- Ah ah ah!...isto vai dar merda! Tenho que ir ver!
{#emotions_dlg.lol}
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link do postescrito por anid, às 19:32  opina à-vontade

26.4.11

Desde o último post, muito tem acontecido.

 

Terminei os últimos exames que tinha marcado (colonoscopia e uma RM estranha...!) e aguardo a confirmação da doença na próxima quinta-feira.

 

Entretanto, entrei na casa dos trinta no outro domingo, dia 17. Reuni os meus amigos num café na praia de Salgueiros, Gaia. Uma tarde muito bem passada.

 

Neste fim-de-semana prolongado, decidimos ir passear para Trás-os-Montes. Ficámos no Parque de Campismo Municipal de Vila Flor durante três noites. Adorei o parque e ainda apanhamos festejos brasileiros (?) no Domingo de Páscoa lá: uma dupla de brasileiros (pai e filho) cantou músicas nacionais e do outro lado do Atlântico e animou a noite.

Passeámos por Mirandela, Vila Flor, Vila Nova Foz Côa, Torre de Moncorvo e Alfandega da Fé. Foram dias excelentes, apesar de termos apanhado volta e meia um tempo incerto. Conhecemos pessoas em Vila Flor muito simpáticas e amistosas.

 

Um fim-de-semana cinco estrelas.

 

link do postescrito por anid, às 14:23  opina à-vontade

5.4.11

Nunca tinha ido ao cinema sozinha.

 

Mas devo dizer que a única parte constrangedora é no momento em que saímos de casa até ao cinema e depois lá adquirimos o bilhete. No interior da sala é tudo igual...

 

No entanto, senti falta de uma coisa: tenho o péssimo hábito (confesso) de volta e meia tecer comentários ao longo do filme a quem me acompanha... Acho que não são incómodos, o meu interesse vai somente na direcção de se está a gostar ou não da escolha do filme.

 

Quanto ao filme de hoje, pouco tenho a dizer, a não ser que... talvez nunca tenha visto filme tão estranho., apesar de ser uma história algo cliché... Poderia dizer que é pelo facto de ser europeu (era um filme italiano), mas acho que não vai bem por aí... Era parado, monótono, negro e com cenas muito poucas explicadas... O filme chamava-se 'Eu sou o amor' (Io sono l'amore). No entanto, achei a paisagem retratada linda (mostraram várias cidades italianas e em diversas alturas do ano) e o retrato familiar muito bom. A actriz principal, Tilda Swinton, apesar de não conhecer muito bem o trabalho dela, acho que esteve fenomenal... 

 

Porém, é de avisar, que não é um filme para qualquer pessoa e essa pessoa tem que ir de espírito aberto (apanhei uma senhora a dormir ao meu lado...)

 

link do postescrito por anid, às 18:25  opina à-vontade

4.4.11

 

No rescaldo de um jogo que tem dado muito que falar, tenho apenas uma coisa a dizer (ou duas): somos os melhores, somos campeões!

 

É só de lamentar que haja gente com muito mau fair-play. Se não queriam que o FCP fosse campeão no seu estádio o tivessem feito durante os noventa minutos e não tentassem depois estragar uma festa tão bonita.

 

Como o Pinto da Costa o bem disse: 'Apagámos a luz durante o jogo e para ser completo apagou-se a luz depois do jogo'.

 

 

link do postescrito por anid, às 13:50  cusquices (2) opina à-vontade

30.3.11

Em Julho do anos passado postei aqui no blog os meus problemas inconstantes de intestinos e na altura relevei por pensar que poderia ser realmente por uma simples solidariedade com os problemas que a minha mãe passava.

 

Porém, as coisas não foram bem assim.

 

A minha médica também não lhe deu grande importância, pois pensou que seria um situação funcional e breve. Depois de fazer um primeiro exame (fibrosigmoidoscopia) que deu resultados normais, a médica ponderou em mandar-me fazer a colonoscopia, pois as minhas queixas continuavam. Porém, teria que fazer o exame com anestesia, o que numa clínica ficaria muito cara, pois não é abrangida pelo Sistema Nacional de Saúde (sou isenta por ser desempregada, mas isso só engloba como é evidente o que está coberto pelo SNS). Então, acabou por me mandar para o hospital. O certo é que por não gostar de hospitais, até foi positivo ter-me mandado para a especialidade. Em Fevereiro, descobri que tinha uma fissura bem infeccionada lá no dito cujo anus. 

Questão? Devia-se a uma conjectura de factores internos ou simplesmente por ter passado por uma prolongada diarreia? Bem, tudo indica, para minha tristeza, para a Doença de Crohn.

 

Entretanto, já fiz análises bem completas ao sangue, já fiz duas ressonâncias magnéticas (RM) e no dia 11 de Abril vou fazer a colonoscopia e vou repetir a RM de uma forma mais completa.

 

Bem, ainda não tinha, acho eu, escrito aqui, mas a verdade é que já tive a minha dose de problemas de saúde desde que nasci. Fui operada aos dois anos de vida ao coração (tive uma CIV, não sei explicar muito bem o que é) e sou seguida todos os anos em Cardiologia, por causa disto e por causa do sopro que tenho. Entretanto, aos 18/19 anos descobri também que tinha rinite alérgica, que me fez detestar a minha adorável Primavera. Agora, vem a doença de Crohn.

 

Bem, mas a minha mãe costuma dizer que se não morri na altura que era bebé (tive doenças infantis quase ao mesmo tempo e várias pneumonias ainda antes de ser operada), ainda vou durar muito tempo.

 

Não perder a esperança é o meu lema, mas acima de tudo, não me vou deixar ir abaixo por causa disto.

 

Para já, agradeço o apoio do meu marido, dos meus pais e dos amigos. Obrigado!

 

link do postescrito por anid, às 14:54  cusquices (2) opina à-vontade


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